Pandemia faz taxa de ocupação de imóveis para estudantes cair de 90% para 30% em Campinas

A pandemia do novo coronavírus mudou o cenário da educação superior em Campinas (SP), mas o período sem aulas presenciais não afetou apenas o campo acadêmico: com universidades e faculdades interrompendo atividades ou adotando aulas virtuais, centenas de estudantes voltaram para os municípios de origem. Em uma administradora do Parque das Universidades, a taxa de ocupação em imóveis mobiliados, voltados aos universitários, caiu de 90%, em março, para 30%.

Dona de uma imobiliária, Leci Assoni lembra ainda que parte dos estudantes que mantiveram os contratos, pediu desconto nos pagamentos. "Tem uns que pediram isenção total, mas é óbvio que a gente não pode dar, ficaríamos com o apartamento gerando despesas como água e luz. Esse ano nós não temos esperança nenhuma de melhoria", diz.



Cenário semelhante ao de Leci é o vivido por Denise Ávila. No mercado de imóveis para estudantes há 30 anos no distrito de Barão Geraldo, ela estima em 60% a desocupação com a pandemia.

"A incerteza é o maior problema que a gente enfrenta hoje. Não só nas negociação, mas com relação a volta das aulas. Cada hora sai uma informação", afirma.

Otimismo para o futuro

Se as incertezas da pandemia afetam o mercado, as perspectivas para o futuro são de otimismo, de acordo com a diretora regional do Secovi em Campinas, Khelma Camargo. Para ela, o problema é sazonal.

"Perspectiva de que, voltando as aulas e a universidade, essa retomada vai ocorrer naturalmente. Com a procura e a disponibilidade dos imóveis que estarão aí para os estudantes", destaca.

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