Novas possibilidades no mercado imobiliário residencial

A pandemia de coronavírus abalou a economia mundial e trouxe mudanças em diversas áreas da vida das pessoas. Não foi diferente no mercado imobiliário. Embora os impactos da crise no setor tenham sido menores do que os estimados anteriormente, o lançamento de imóveis residenciais no primeiro semestre de 2020 foi 43,9% menor que no ano anterior, por exemplo.



Em um primeiro momento, acreditou-se que o home office seria estabelecido por prazo indefinido, mas, aos poucos, a movimentação nos escritórios está sendo retomada, ainda que seja em escala, alternando dias e horários, para respeitar o distanciamento social. Também há a previsão que mesmo após a reabertura total da economia, mais gente passe a trabalhar remotamente, ao menos alguns dias por semana, justamente para evitar aglomeração.


Desta forma, a migração das pessoas para casas de campo ou de praia acabou não se concretizando. Houve um aumento na pesquisa por imóveis em áreas rurais ou longe dos centros urbanos, mas a demanda que cresceu de fato foi a busca por imóveis com cômodos maiores ou áreas que possam garantir um local para eventuais trabalhos em home office.

"Percebemos a procura de novos espaços. Às vezes, a pessoa não está trocando um apartamento de dois quartos por um de quatro quartos, mas ela quer um imóvel de dois quartos com varanda e uma vista. Os aspectos que mais valorizam os imóveis são iluminação natural, vista livre, local silencioso, boa localização e algum tipo de área externa, como sacadas, quintal ou jardim", afirma Felipe Bogoricin, fundador da Livima Imóveis, startup que oferece uma plataforma para compra, venda e aluguel imóveis sem comissão.


Mesmo com as transformações trazidas pela pandemia, as pessoas mantêm a preferência por imóveis perto do trabalho ou em bairros com boa infraestrutura. Segundo Rodolfo Florentino, arquiteto e CEO da Advestor - Real State Solutions, "a demanda por centros urbanos ainda é alta, impulsionada pelo fato das pessoas quererem fazer as coisas a pé".

O arquiteto vê nos impactos da Covid-19 novos traços comportamentais dos consumidores e exigências do mercado residencial que vão ao encontro da proposta de sua empresa, pois nas áreas consolidadas da cidade, existem muitos imóveis com boa localização e planta que atende às demandas do potencial cliente, mas que não estão em bom estado de conservação. O comprador quer um imóvel pronto para morar. Não tem a intenção de se preocupar com uma reforma após a mudança. A Advestor resolve esta questão fazendo a gestão dos processos de compra, reforma e venda do imóvel.

"Este é um mercado em potencial. A Advestor está realmente remodelando os espaços. Acreditamos que a pessoa ainda vai preferir morar perto do trabalho e esse espaço precisa ser otimizado. Para atender à necessidade de quem vai precisar trabalhar de casa, não pensamos apenas em soluções mais simples, como transformar um quarto em escritório ou comprar um apartamento maior. Estamos atribuindo mais de um uso para um determinado espaço, como uma área de alimentação que também pode servir como local para trabalho. Queremos transformar o mercado imobiliário", declarou.

Outro ponto influenciado pela pandemia foi a valorização da casa própria. Se inicialmente isso se deu porque boa parte da população foi obrigada a ficar em casa para combater a disseminação do coronavírus, a queda dos juros também impulsionou esta procura. Hoje se paga 30% a menos em um financiamento habitacional do que antes do início do recente ciclo de queda da taxa Selic. A combinação de juros baixos e redução preços dos imóveis fez o crédito imobiliário crescer 44% de janeiro a agosto, em comparação a 2019, chegando a R$ 51,3 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Foi a maior alta desde 2015.

A princípio, a insegurança em relação à manutenção dos empregos travou a compra de imóveis. Com a pandemia durando mais tempo do que o esperado, notou-se que apostar na casa própria é um dos melhores investimentos a serem feitos, pois a poupança está rendendo pouco e a Bolsa de Valores está muito volátil, enquanto o imóvel permanece como bem durável que valoriza ao longo do tempo.

"Por mais que haja discussão sobre a estética, o tamanho do imóvel e as preferências do morador, o ponto principal para tomada de decisão da compra é a parte econômica. Se, de fato, a pessoa vai conseguir pagar por aquele imóvel ou não. Então, ao adquirir um imóvel, o fator financeiro que acaba falando mais alto", finalizou Rodolfo.



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