Onde os imóveis em São Paulo e no Rio são alugados em até duas semanas

A EXAME listou os bairros das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro em que as locações são feitas em menos de duas semanas. Em São Paulo, as regiões de Pinheiros, Vila Romana e Vila Mariana ocupam o topo da lista. No Rio de Janeiro, os destaques ficam para os bairros do Flamengo, do Botafogo e da Tijuca.

“Em comum, esses bairros têm vários aspectos, como um mix entre residências e comércio e uma boa infraestrutura e localização em relação às principais vias de trânsito e áreas que concentram escritórios”, diz Flávia Mussalem, diretora de marketing do QuintoAndar. Segundo ela, apesar das mudanças trazidas pela pandemia, esses aspectos ainda são bastante valorizados por quem busca um imóvel.

A lista leva em conta casas e apartamentos com valor de aluguel mensal de até R$ 4 mil, localizados em bairros com mais de 150 contratos fechados em até duas semanas. Vale observar que o preço dos bairros mais líquidos, ou seja, com menor tempo entre o anúncio e a locação, registram valores acima da média das cidades, que, segundo o Índice FipeZap de Locação Residencial, é de 40,90 reais/m² em São Paulo e de 30,58 reais/m² no Rio de Janeiro. Confira:

Número de dormitórios

O levantamento também mostra a relação entre o número de dormitórios e a velocidade de locação. Em São Paulo, imóveis de um e dois dormitórios alugam 9,5% e 4,7% mais rápido do que a média, respectivamente. De três a cinco quartos, o tempo de locação chega a ser de 9,5% a 133% mais demorado.

No Rio, o cenário é parecido. Um imóvel de um quarto é alugado 8% mais rapidamente do que a média geral da cidade. A partir de três quartos, a liquidez se torna de 4% a 36% menor. Tanto em São Paulo quanto no Rio, isso significa que, enquanto um imóvel de um quarto é alugado, em média, dois dias mais rápido do que a média da cidade, um de quatro quartos demora cerca de 11 dias a mais.

Mudança de comportamento

O QuintoAndar registrou, em julho, a marca de 5.000 contratos fechados – uma alta de 400% em relação a abril, quando a pandemia do coronavírus desacelerou os negócios. “Logo no início, houve uma retração em todo o mercado, mas hoje já estamos em níveis acima do que vínhamos registrando antes da pandemia”, afirma Flávia Mussalem. Segundo ela, o perfil de busca também mudou. “Houve um aumento proporcional no interesse por casas e casas de condomínio e uma queda nas pesquisas por apartamentos pequenos e estúdios.”

Essa tendência, diz ela, tem relação com a quarentena e com a consequente mudança na relação das pessoas com suas casas. “Estar próximo do escritório ou do transporte público fica menos importante, pois as pessoas estão trabalhando de casa. Ao mesmo tempo, como elas estão passando mais tempo em casa, acabam querendo mais espaço, seja para organizar uma área para trabalhar, seja para ter mais conforto e espaço para outras atividades, como um quintal para plantar.”

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