Preço mais baixo dos apartamentos estimula expansão na Vila Andrade

September 26, 2016

A Vila Andrade, localizada entre Morumbi e Panamby, tem recebido ex-moradores de outros bairros da zona sul interessados na boa infraestrutura da região a preços mais baixos que os praticados pelos vizinhos do outro lado da marginal Pinheiros, como o Brooklin.

Esse movimento é um dos responsáveis pela projeção de que o distrito de Vila Andrade terá o maior crescimento populacional de São Paulo até 2040. A estimativa da prefeitura paulistana aponta que o número de habitantes passará de 172.062 para 550.514 em 24 anos, uma alta de 220%.

O síndico profissional Rogério de Morais, 40, mudou-se da casa dos pais, no Jardim São Luís, para um apartamento de três dormitórios e 83 m² na Vila Andrade.

"O que me prende ao bairro é a estrutura, praças, boas escolas, shoppings, supermercados e restaurantes. Encontro tudo aqui e de boa qualidade", diz o síndico.

Além do apartamento no qual mora com a mulher e a filha de 2 anos, Morais comprou outros dois para alugar, um deles no Inspire Morumbi, entregue este ano pela Marques Construtora.

O empreendimento tem unidades de 55 m², 74 m² e 91 m². O m² custa a partir de R$ 7.700. "É uma opção para quem trabalha na zona sul que custa cerca de 40% do valor de bairros vizinhos", diz Vitor Marques, diretor comercial da construtora.

 

O prolongamento da avenida Dr. Chucri Zaidan até a avenida João Dias, que faz parte da operação urbana Água Espraiada, deve levar mais moradores para o bairro. "Essa nova área foi pensada para ser um polo empresarial, e a Vila Andrade vai ser local de moradia de quem trabalha lá", diz Marques.

Outra incorporadora de olho nesse potencial é a Camargo Corrêa, que que já lançou 31 empreendimentos no distrito. Entre eles, o 02 Jardim Sul, que será entregue até o fim deste ano com unidades de 71 m² a 96 m² e m² a partir de R$ 6.600.

ESTRUTURA

 

A Vila Andrade tem todos os elementos para continuar crescendo, na avaliação de Eduardo Sampaio Nardelli, arquiteto e urbanista da Universidade Presbiteriana Mackenzie. "O bairro tem shoppings, um comércio crescente e a presença de transporte de massa", diz referindo-se à estação Giovanni Gronchi, da linha 5-lilás do metrô.

Uma das principais reclamações dos atuais moradores, contudo, é o trânsito.

"As pontes Laguna e Itapaiúna inauguradas recentemente devem desafogar o trânsito, mas a mobilidade é o grande pênalti da região", diz Fabiano Martins, gerente da construtora Épura.

A construtora tentou escapar do problema escolhendo a rua Alexandre Benois, próxima à saída do bairro, para erguer o Modern Morumbi.

O empreendimento, que deve ser entregue em dezembro de 2017, terá apartamentos de 44 m² a 115 m² e preço por m² a partir de R$ 6.500.

A segurança nas ruas é outra preocupação de quem mora no bairro.

"O trajeto do Terminal João Dias até dentro do bairro, à noite, é bem complicado. Muitas pessoas pegam táxi para evitar andar a pé por ali", diz o desenvolvedor de software Rafael Fidelis, 25 anos, que se mudou há cerca de dois anos do Brooklin para um apartamento de 55 m² na Vila Andrade em busca de aluguel mais barato.

A Secretaria da Segurança Pública diz que o número de roubos e furtos na Vila Andrade caiu 17% de janeiro a julho, em comparação com o mesmo período de 2015.

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